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10 ideias sobre o trabalho árduo na revitalização de Igreja

5 etapas para revitalizar a igreja

Estou numa igreja de 76 anos que passa por um processo de revitalização há 4 anos. Vamos conversar a respeito de 10 ideias sobre o trabalho árduo na revitalização de Igreja.

Deus tem sido misericordioso e o processo caminha bem, embora seja cedo para tirar conclusões. Pensando na minha atuação como pastor revitalizador de uma igreja histórica e central, pensei num roteiro de ideias que está aberto a outros irmãos, para gerar reflexão e diálogo. São conclusões pessoais, fruto de aprendizado, estudos, parcerias e elaborações na jornada ministerial. Seguem minhas definições:

Ministério pastoral

1. – O ministério do pastor local começará, geralmente, no 4º ou 5º ano, dependendo do perfil da igreja e do pastor. Antes de o revitalizador chegar, a Igreja local já possuía uma história; portanto, ele não inventará “a roda” e não terá pressa durante o processo. Costumo dizer que não se atira uma flecha sem antes puxá-la para trás;

Espírito Santo

2. – A Revitalização é papel do Espírito Santo que injeta vida, mas as estratégias do pastor revitalizador fornecem o ambiente para isso ocorrer; uma espiritualidade sadia contribui para isso;

Sacrifícios

3. – A Revitalização é sacrificial, envolve a família toda e exige um alto preço a ser pago por todos; tem a ver com a fidelidade a Deus e a Sua Palavra, mesmo que isso custe ser contrariado e rechaçado;

Trocas

4. – A Revitalização da igreja local significa uma troca de concessões e substituição de expectativas entre a igreja e o pastor. Todos se motivarão pela pregação bíblica, amor a Deus e as pessoas – por isso, abrirão mão de “vícios eclesiológicos”;

Unanimidade

5. – A Revitalização da igreja local precisa ser um desejo unânime, de toda a comunidade. É preciso romper com paradigmas para promover mudanças;

Revitalizar é diferente de plantar

6. – O pastor Revitalizador é diferente do Plantador de Igrejas. Porém, ele também precisa definir se vai atuar em campo Urbano, Rural ou Interior, multiétnico, monoétnico, transcultural, etc… A intencionalidade missional dentro do contexto de atuação deve ser considerada;

Estar revitalizado

7. O pastor Revitalizador precisa estar revitalizado. O coração do pastor cheio de vida trará vida também para a igreja local; uma coisa depende da outra e o contrário também é verdadeiro;

Agente de revitalização

8. O pastor Revitalizador é o agente principal da revitalização, por isso ele deve se atualizar sempre; o preparo intelectual ajudará muito, a espiritualidade emocionalmente saudável será fundamental. Contudo, ele não deve se render às estratégias pragmáticas, pois será aprovado por sua fidelidade a Deus e não pelos resultados;

Organismo

9. A Revitalização ocorrerá de forma orgânica, não forçosa, com fidelidade às Escrituras, pela ação do Supremo Pastor, Jesus Cristo, no poder do Espírito Santo e para a glória de Deus Pai, se toda a igreja local desejar isso ardentemente. Trata-se de um processo trinitário e comunitário;

O problema humano

10. – E. M. Bounds dizia: “o maior problema da obra são os obreiros”. Fato! Ministros que não são cuidados, preparados, direcionados e vivem isolados no ministério, falharão no processo de revitalização e ainda culparão a igreja por isso. Há exceções, claro!

Conclusão

Teria muito a dizer, mas não há espaço para tratar de todos os desdobramentos inerentes a este vasto assunto. Quero convidar os leitores a opinarem sobre tão importante tema e compartilharem suas experiências na revitalização de igrejas.

Thiago Gigo Pereira
Ordenado pela IPIB há 11 anos, serve como pastor na IPI de Tupã, SP. Atua como um dos mentores do SARA (Servindo de Apoio Refrigério e Amizade), Formado pelo STAGS e FTSA, Especialização em Revitalização e Plantação de Igrejas (CTM), estudante em Psicanálise pela SPP.

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