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5 mentiras que pregadores acreditam sobre a pregação

Os pastores tem muitos conselhos não solicitados sobre o que pregam e como pregam. Muitos que não estão pregando entendem que são melhores e mais talentosos e por isso criticam tanto.

Há várias coisas que precisamos aprender quando pregamos e também quando analisamos nossos sermões, sobretudo ao ouvir pessoas falando sobre eles. Há muitas verdades que precisam ser ditas, mas há muitas mentiras contadas. Listamos pelo menos 5 grande mentiras sobre os sermões:

Primeira mentira: Se eu só pregar a Bíblia minha igreja vai crescer.
Igrejas crescem ou não crescem por um número muito grande de variáveis – boa localização, grupos acolhedores, boa organização, muita evangelização, mover do Espírito Santo de Deus, ou mesmo liderança carismática – estas são algumas das possíveis razões. Igrejas porém, quase nunca crescem por causa da pregação. Não é do púlpito que se resolve os problemas de uma igreja – lá, no púlpito é apenas mais um lugar onde se pode fazer isso.

Segunda mentira: Se eu orar e estudar bastante sempre terei a mente de Deus sobre o sermão e o seu texto.
Todo pregador se aproxima da Bíblia com ideias pré-concebidas, que não são certas ou erradas, em primeira análise, pois é fruto da vivência individual do pregador. Essa vivência pode fazer com que o pregador confunda uma interpretação ou mesmo seja tendencioso na exposição do texto. Paulo nos chama de “vasos de barro”, somos pessoas, falíveis e frágeis, portanto erramos. Precisamos reconhecere quando erramos e seguir em frente modificando nossa maneira de pensar. Deus tem poder suficiente para superar nossa fragilidade e entregar a mensagem para o seu povo.

Terceira mentira: Se não for pregação expositiva não devemos pregar.
Não é porque pregamos de maneira expositiva que a igreja cresce ou mesmo é abençoada. Quantas vezes pastores defensores da pregação unicamente de forma expositiva não veem suas igrejas reagirem a contento, nem crescendo de forma qualitativa e nem quantitativa. A história e nosso ambiente contemporâneo oferecem inúmeros exemplos de cristãos em crescimento na fé e igrejas crescentes em número com estilos diferentes de pregação. Eu prefiro a pregação expositiva, mas não estou inclinado a limitar a obra de Deus a um tipo só de sermão. A questão é pregar com confiança que Deus sempre fará o melhor.

Quarta mentira: Eu sou o pior pregador do mundo.
Não devemos nos considerar os melhores, mas também não podemos acreditar que somos os piores. Todo pastor tem um dia ruim, um domingo em que está cansado, fora do ar. As chances são que em um domingo qualquer todos nós nos consideraremos os piores pregadores do mundo. Nós somos falíveis. Fazemos bem em nos lembrar que não é só de grandes eventos que a vida é feita, mas de constância e determinação em seguir em frente, mesmo quando jogamos bolas fora do campo.

Quinta mentira: A falta de feedback por parte da igreja, de forma audível é uma demonstração que tudo falhou.
Congregações são diferentes e as pessoas também tem dias diferentes uns dos outros, assim como nós. Alguns se manifestam com “amém” outros não. Alguns são mais reflexivos, outros mais reativos, outros ainda introspectivos. Nõa dá pra medir o nível de absorção da mensagem a partir do feedback da igreja. Confio na linguagem corporal para o feedback mais do que de “améns”. Alguém está dormindo? As pessoas estão verificando seus relógios? Tem uma conversa iniciando-se na na quinta fila? Alguém fechou sua Bíblia e se mudou para Facebook?

Por outro lado, mesmo que estão com os olhos fixos em você, será que estão alertas e atentos? Será que são notas que estão sendo tomadas ou apenas uma lista de compras para o mercado?

Pastor, não se exalte a si mesmo mais altamente do que deveria, mas também não se rebaixe danificando sua imagem e pregação. Você pode não ser tão bom quando gostaria, mas certamente não é tão ruim quanto teme. Trabalhe para melhor o ofício da pregação e confie em Deus para que ele lhe mostre sua bênção sobre o que faz. Pregue fielmente a Palavra de Deus, pois é Deus mesmo que faz a obra, é o Espírito Santo que convence os corações e não acredite nas mentiras do inimigo que vem para assombrar sua vida e deixar vazia a sua pregação.

Adaptado SermonCentral.com

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