Recursos para pastores

8 maneiras de pregar e perder seu ouvinte

Sua pregação é chata?

Você está perdendo as pessoas quando você prega? Será que as pessoas “apagam” durante seus sermões?

Depois de ouvir milhares de sermões e pregando muito sermões eu mesmo, aprendi 8 maneiras diferentes pelas quais os pastores perdem as pessoas em seus sermões.

  1. Transições Pobres

Você narrou uma grande história. Foi engraçado e instigante. Mas assim que a história terminou você de repente trocou de direção e começou a falar sobre outra coisa.

O que foi isso? Desacelere. Como foi que de repente passamos de uma coisa engraçada que seu filho fez para uma personagem do Antigo Testamento? Onde está a conexão? Você tem que fazer ligações claras entre uma parte do sermão e a próxima. Caso contrário, as pessoas se perdem no processo de transição.

É tão simples fazer isso, “essa coisa engraçada do meu filho fez-me lembrar de uma história no Antigo Testamento, onde um homem chamado Samuel experimentou algo similar.”

Pronto! Ponte construída. Transição feita. Eu vejo onde você está indo e posso acompanhar. Pontos de transição típicos são feitos após a introdução, antes e depois das Escrituras, antes e depois de ilustrações, e antes da conclusão.

Por favor, não se esqueçam de quão importante é uma declaração simples de transição para manter todos na plateia na mesma direção com você.

  1. Muitos tópicos

Recentemente, ouvi um sermão em que o pastor pregou tantos pontos diferentes com tantos argumentos que eu me perdi.

Eu não tinha nenhuma ideia do que exatamente o homem estava falando, porque seus pontos estavam espalhados por todos os lados. Claro que eram todos bons pontos, mas eu perdi o foco central em meio a tantos pontos.

Mantenha simples. Qual é a grande ideia que as pessoas precisam entender a partir da passagem de Escritura? Atenha-se a um ponto, ou pelo menos a um ponto principal, ou você vai perder as pessoas.

DICA: Quando seus subpontos tem subpontos, há uma boa chance de que você está se perdendo.

  1. Muita Informação

Quando você introduz a Escritura você se torna um historiador. Você descreve a arquitetura, os tipos de vestuário que as pessoas usavam, o clima político, e cada um dos detalhes históricos que puder narrar.

Sim, você fez sua lição de casa. Sim, você está informado. Mas a maioria das pessoas, francamente, não se importa com tantos detalhes. Dê às pessoas apenas informações suficientes para situar o texto e depois deixe as Escrituras falarem por si mesmas.

Só oferecer detalhes se for essencial para a compreensão do significado do texto. Você vai ter que explicar algumas situações históricas ou nuances do período em questão, mas não se empolgue e vá muito além disso.

Se você demorar muito falando do entorno da passagem, vai perder as pessoas. Isso é um sermão e não uma aula de história. Seu objetivo é apontar a Bíblia às pessoas, não provar como você é inteligente.

  1. Longas Introduções

Vá direto ao ponto.

Introduções que demoram demais levam as mentes a vagarem sobre a pizza ou o programa de TV que vai passar. Eu não me importo se você tem uma grande história. Vá direto ao ponto.

Do que você está falando? Por que eu deveria me importar? Qual o impacto sobre mim?

Estas são perguntas que as pessoas na plateia querer saber. Você vai perder as pessoas se divagar por 10 minutos antes que elas tenham uma ideia do que irá pregar.

  1. Conclusões Relapsas

Como um avião, seu sermão começou como uma decolagem suave. O voo foi bom. Mas quando chegou a hora de pousar, você derrapou. Consistente com a analogia do avião, existem dois tipos de conclusões relapsas:

Circulando a pista: Você sabe que é hora de concluir com o sermão, mas não está exatamente certo como acabar com isso, então fica resumindo coisas que você já disse. DICA: Se você disse “Em conclusão…” e então pregou mais 10-15 minutos, você provavelmente está circulando na pista.

Aterrisagem abrupta: Você disse tudo o que planejou a dizer. Você ficou sem material. Agora é hora de acabar com o sermão e diz: “Vamos orar.” Embora esta abordagem seja ser melhor do que outra, a sua conclusão, estranhamente, não conseguiu capitalizar em uma das partes mais importantes do sermão.

Uma boa conclusão deve ser como um pouso suave. Ao pousar, resumir o que você falou e desafiar o público para fazer algo com o que ouviram. Ter uma declaração de encerramento memorável. A declaração de encerramento pode ser uma frase que repetiu ao longo da mensagem, Escritura, uma citação, uma história, um desafio, ou o que se encaixa melhor.

Lembre-se, a última coisa que você disse em um sermão é muitas vezes a mais memorável. Preste atenção a isso, para não deixar a todos com “Bem, humm…, certo, éééé, isso é tudo que eu tenho hoje. Então… vamos orar.”

  1. Pensamentos abstratos sem aplicação para a vida real

Você prega um monte de grandes ideias, conceitos abstratos, e sã doutrina. Isso é ótimo.

Mas mesmo o melhor ensinamento doutrinário sem aplicação para a vida real vai fazer as pessoas coçarem os narizes no templo. O tempo todo em que você está pintando uma obra-prima teológica, as pessoas estão perguntando: “E daí? Como isso me afeta?”

São egoístas? Sim. Mas essa é verdade!

Então vá em frente e continue a pregar pensamentos e conceitos abstratos, mas não pare por aí. Responda às perguntas que você sabe que os membros estão perguntando.

Diga: “E daí? Qual o impacto disso sobre você e eu?” Em seguida, lançar algumas aplicações concretas que seriamente afetam o mundo real dos ouvintes.

O seu povo não somente apreciará as dicas práticas, eles vão também começar a apreciar ainda mais a teologia ao ver que ela realmente é importante.

  1. Pregação Demorada

Eu provavelmente vou ter gente que discorda de mim, e isso é OK. Mas é raro encontrar um pregador que pode segurar um público cativo por mais de uma hora. Sim, existem alguns que podem fazê-lo bem, mas o povo realmente ama ouvir tanto tempo ou apenas tolera?

Pessoalmente, se eu estou ouvindo um sermão que começa a passar de 30 minutos a minha atenção começa a desviar-se. E eu sou um pastor que adora ouvir a pregação! Tenho que me focar conscientemente na mensagem.

A maioria das pessoas luta para ouvir uma pessoa falar por mais de 30 minutos, especialmente se elas não são ouvintes auditivos. É melhor que seja realmente divertido (como um grande comediante), ou incrivelmente impactante.

Pessoalmente, eu prefiro deixar o público querendo mais pregando menos tempo e não deixando o auditório enfadado. Isso pode ser apenas a minha opinião, mas se você é um pregador prolixo, eu desafio você a testar isto.

Pesquise de forma aleatória a sua igreja. Peça um feedback honesto sobre o tamanho de seus sermões. (Quer resultados verdadeiramente honestos? Peça a alguém que não seja um membro da equipe pastoral para realizar a pesquisa para você.)

  1. Palavras Sem Explicações

Se você está dizendo um monte de palavras como “Santificação”, “Transubstanciação”, “Regeneração”, “Encarnação”, ou qualquer outro termo que você aprendeu no seminário, você está perdendo pessoas.

DICA: se houver um “ção” na palavra, é melhor defini-la ou escolher uma palavra diferente.

Não faça as pessoas se sentirem como que precisando de um dicionário ou um diploma de seminário para entender o que você está falando. Mesmo palavras que você pensa que são de conhecimento geral como “Evangelho”, “Pecado”, “Glória” e “Salvação” precisam de explicação adequada.

O que você acha que ao dizer “pecado” as pessoas estão pensando sobre isso? Pode duas coisas muito diferentes. Defina seus termos. Vá em frente e use esses termos técnicos, se quiser, mas explique o que você quer dizer em linguagem simples ou você vai perder as pessoas.

Isso pode ficar um pouco cansativo para você, porque você já sabe o que você está falando. Mas você não pode assumir que todos na plateia estão no mesmo nível de conhecimento (porque a maioria deles provavelmente não está).

Autor:

Brandon Hilgemann
pastors.com

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Davi BorbaLeonardo Soares de Matos Recent comment authors
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Leonardo Soares de Matos
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Leonardo Soares de Matos

Excelente!

Davi Borba
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Davi Borba

Òtimas dicas, muito bom e oportuno.