Recursos para pastores

Como estão nossas ações pastorais em relação aos que não estão mais em nosso meio?

Desigrejados, secularizados, desviados… são tantos os nomes dado a pessoas que estiveram no meio da igreja e hoje não querem e não conseguem mais estar ali.

Não era diferente na época de Jesus. Haviam também os “desigrejados” em Israel. Pessoas que de forma geral eram excluídas do meio religioso, excluídas do convívio e geralmente não se aceitava nem mesmo conversar com muitos deles. Eram “leprosos sociais” que causavam certo tremor em quem passava por perto deles.

Jesus deve ter parecido muito estranho para os líderes religiosos da época, porque ele conversavam com eles, comia junto com eles, ia às suas casas, aceitava que eles fizessem parte das pessoas com quem se relacionava e tinha sempre muito amor para com eles, fazendo deles o alvo de grande parte de suas ações.

Lucas relata, no capítulo 15 do evangelho o seguinte:

Muitas vezes vinham cobradores de impostos, e outras pessoas de conduta reprovável, para ouvirem Jesus. Isto, porém, dava origem a queixas por parte dos fariseus e mestres da lei, por se misturar assim com gente condenável, chegando até a comer com eles! (Lucas 15:1 e 2).

A partir disso, ele lança duas parábolas: das cem ovelhas e do filho pródigo.

Jesus entendia que esses excluídos deviam ser alvo da missão, alvo de resgate, alvo de uma procura insessante e minuciosa, com amor e com certo sacrifício.

Esse excluído é um ser humano criado por Deus, alvo do seu amor, objeto da sua ação redentora e, portanto, deve ser alvo de nossa ação compassiva e misericordiosa, para o cuidado e a transformação de suas estruturas e assim seja inserido no tempo do Reino de Deus.

O prof. Jorge Barro, no seu artigo falando sobre os filhos pródigos da igreja, demonstra seis razões porque as pessoas acabam “saindo pela porta dos fundos da igreja”: 1) Mudanças de situação de vida; 2) Desencantamento com algum dos membros e pastores; 3) A Igreja como mercado de consumo; 4) A dracma se perde dentro de casa; 5) Manipulação, abuso de poder e institucionalização e 6) Membros invisíveis. Tem mais, mas estas já nos dão uma ideia do que está por trás.

Via de regra, desigrejados e secularizados são o que comumente antigamente se chamava de desviados e portanto são, no dizer de Jesus, a “centésima ovelha” ou mesmo os “filhos pródigos” que precisam ser buscadas com afinco, amor e sacrifício.

Quais tem sido nossas ações pastorais em busca destas ovelhas?
Como temos esperado em “casa” pela volta destes que cedo se perderam em caminhos maus?

Gedeon Lidório

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