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Como o pastor se relaciona com os fracos na fé?

O famoso pregador britânico, Charles Spurgeon, fez uma afirmação bastante interessante:

“A fé genuína pode, por timidez, ficar escondida por um tempo, ou, possivelmente, o amor carnal pode levar alguns a esconderem a sua fé em Cristo. Mas é da própria natureza da fé que ela deve fazer a sua aparição conhecida e sentida”.

Essa fala está absolutamente correta. Quem teve um encontro verdadeiro com Cristo e teve seu nome escrito no livro da vida já mudou o seu status de criatura para filho(a) de Deus. Esse é um fato que deve ser aceito baseado nos textos das Escrituras que prometem a vida eterna aos que recebem Jesus Cristo como Salvador e Senhor de sua vidas.

Voltemos a pensar no que disse Spurgeon. Ela aponta para duas coisas que podem impedir a fé genuína de tornar-se madura. A primeira é a timidez do novo convertido. A pessoa não sabe ainda como fazer uma ponte entre seu velho mundo com o novo que se descortina. Ela ainda não entende os postulados do evangelhos e nem as demandas do reino de Deus. Por isso, fica retraída e sem confiança não se expõe.

A segunda se trata do amor carnal. Em tese esse amor carnal é mais forte no início da caminhada cristã, todavia, como o passar do tempo ele tende a perder a sua força devido ao aprendizado das leis de Deus que governa agora a existência dessa pessoa. Isso acontece e vemos com alegria como os novos convertidos vão descobrindo os tesouros do evagelho.

Como o pastor deve tratar com essas duas questões?

A resposta está no discipulado contínuo das pessoas que são ovelhas do seu pastoreio. O Apóstolo Pedro (Cap 5) orienta que os líderes devem cuidar do rebanho de Deus. Cuidar aqui significa pastorear, zelar, velar, tomar conta, alimentar, estar atento ao estado de. O texto não diz para cuidar apenas no estágio inicial da fé cristã, mas sim cuidar em todo o tempo.

Um dos enganos fatais em nossas comunidades é zelar pelas pessoas apenas no princípio da conversão. Temos classes para novos convertidos, discipulado, batismo, etc. Depois da inclusão da pessoas no rol de membros existe uma tendência a deixar essa pessoa de lado crendo que ela poderá agora andar com suas próprias pernas. É nesse momento que pode ocorrer o retorno a alguns amores carnais. Se isso acontece, logo as pessoas da comunidade começam a julgar e a dizer que a pessoa não se converteu.

Esse discipulado deve ser o formal e o informal. Acompanhar a pessoa com estudos bíblicos e também na sua vida – relacionamentos familiares, emprego, escola, amizades, etc. Caminhar com ela.

Pense agora nas pessoas de seu comunidade. Em que estágio da fé cristã elas estão? Algumas talvez precisem de mais ajuda nesse momento do que outras. Faça um plano ministerial de acompanhamento e você verá que logo essas pessoas terão suas vidas fortalecidas e serão de grande ajuda para o reino de Deus.

Abraços
Antonio Carlos Barro
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