Recursos para pastores

Cristianismo divertido

O fato ocorreu mesmo. A amiga diz para a outra: “Eu gosto da igreja que estou frequentando agora porque eu não preciso mudar o meu estilo baladeiro. Ela não me faz sentir culpada e nem requer nada de mim. Quando estou lá eu me sinto bem a respeito de mim mesma”.
W. Waldo Beach chama a isso de “cristianismo de fim de semana divertido”.
Não tem nada errado, a priori, que a igreja seja um lugar tranquilo, de paz e sossego, do “shalom”. A igreja é sempre um porto seguro para a alma cansada dos problemas do mundo, das ansiedades e do estresse da vida moderna. A igreja é mesmo um lugar para a pessoa encontrar paz porque lá tem a palavra de Deus e a comunhão dos santos.
E demais, todavia, pensar que o papel da igreja é fazer com que a pessoa se sinta bem e não veja nenhuma necessidade de alinhar sua vida com o evangelho de Cristo e com o custo de ser seu discípulo. Mas, se essa é uma maneira que a igreja encontrou de apascentar os bodes…
Charles Spurgeon (1834-1892) disse: “O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo. A igreja abandonou a pregação ousada, como a dos puritanos; em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho; depois, passou a aceitar e justificar as frivolidades que estavam em voga no mundo, e no passo seguinte, começou a tolerá-las em suas fronteiras; agora, a igreja as adotou sob o pretexto de ganhar as multidões.”
Essa fala tem mais de 120 anos.
A igreja vai assim assimilando o padrão dos pagãos e aos poucos esse padrão se torna normal. Por isso, é sempre necessário que a liderança, os pastores façam cursos de reciclagem, voltem a ler livros saudáveis que desafiem em relação ao ministério e ao papel da igreja no mundo.
O que você pensa da igreja nesses dias?
Abraços
Antonio Carlos Barro
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