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O público, o alvo e o apelo após o sermão

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O apelo, ou o convite público, é uma parte essencial do ministério da pregação do pastor. O apóstolo Paulo nos lembra que o convite que demanda uma resposta vem de Deus e não do pregador. Embora o pastor faça o convite, a própria chamada vem de Deus:

“Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5.19-20).

O pastor precisa ter em mente o objetivo final de seu sermão. Ele não está pregando simplesmente para dar informações ou até mesmo inspirar. O pastor prega com um propósito. Ele deve chamar a um veredito. A palavra que ele tem pregado exige uma resposta. A seguir mencionaremos como determinar que tipo de apelo o pastor deve fazer:

A audiência

Ministério do púlpito e o ministério pastoral de um pastor caminham lado a lado. Jesus descreveu a relação única de pastor de ovelhas e pastor de pessoas quando disse: “Eu sou o bom pastor e conheço as minhas própria ovelhas e elas conhecem a mim, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai” (Jo 10.14). Desde que o pastor vive no meio de seu povo e ministra para ele  diariamente, ele fará um convite que reflete o seu conhecimento das necessidades da igreja, bem como sua compaixão e preocupação pessoal para os membros.

O objetivo

O objetivo final do apelo é fornecer àqueles que ouviram o sermão a oportunidade de expressar a obediência à verdade revelada da Palavra de Deus. Antes de o apelo ser feito, certifique-se de que a verdade tem sido apresentada de forma clara. O foco do apelo será determinado pelas necessidades diferentes e mutáveis ​​dentro da vida das pessoas na congregação. Desde que um sermão deve sempre exiger uma resposta, o assunto do sermão também irá determinar a natureza das decisões que pastor incentivará as pessoas a fazerem. Exemplos de decisões incluem:

Para receber Jesus Cristo como Senhor e Salvador pessoal
Para ser batizado como uma demonstração pública de obediência a Jesus como Senhor
Para se tornar membro da igreja (explicar o método pelo qual os membros são recebidos)
Arrepender-se de um pecado específico que está impedindo a comunhão com Deus
Para renovar o compromisso de crescer em maturidade espiritual
Para orar por uma pessoa não salva
Para solicitar oração por uma necessidade pessoal
Para responder a um desafio específico falado no sermão

O apelo

O pastor pode usar diferentes tipos de apelos ao seu povo semana após semana. Isso não significa que cada pessoa que ouve o sermão precisa responder de forma pública, mas é certo que alguns terão essa oportunidade. O apelo pode alcançar uma variedade de respostas públicas e privadas, tais como:

-Venha à frente e fale com o pastor e/ou um conselheiro
-Levante a mão para indicar que voce aceitou…
-Faça uma oração em silêncio (enquanto o pastor faz uma pequena oração).
-Preencha um cartão de resposta (explicar onde está o cartão).
-Escreva a decisão em algum lugar de sua Bíblia.
-Venha até o altar para orar.
-Quer quer orar sobre o assunto encaminhe-se para a sala ao lado do templo.

Por fim, esteja preparado com conselheiros e recursos para ajudar àqueles que responderam ao convite. Tenha um plano de acompanhamento para assegurar que aqueles que tomam decisões públicas tem apoio e incentivo adequado.

O pastor deve sempre pregar e estender o convite com o mesmo espírito de Paulo quando escreveu:

Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloquente nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus. Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado. E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês. Minha mensagem e minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus (1Co 2.1-5).

Autor: Roger D. Willmore

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