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O velho e o novo cristianismo: desafios urgentes

O velho e o novo cristianismo: desafios urgentes

“Cristãos pós-congregacionais são pessoas que, por várias razões, escolhem dar continuidade à sua jornada espiritual fora da rotina e o ritmo do modelo congregacional de igreja que tem dominado o cenário religioso por séculos” (Reggie MacNeal), por isso precisamos falar sobre o velho e o novo cristianismo: desafios urgentes.

Talvez eu e você não gostemos de ler isso. Agora gostando ou não isso é fato. Não é uma tendência, uma moda passageira. Veio para ficar.

Dados para exemplo

Tomemos, como exemplo, o cristianismo nos Estados Unidos pela única razão de que eles fazem pesquisas e nós não. O Instituto Barna em 2016 afirma que 73% dos americanos se identificam como cristãos. Isto representa aproximadamente 220 milhões de pessoas. A pesquisa faz algumas considerações:

1. Quase a metade da população americana é enquadrada como pós-cristã (48%)

Isto significa 144 milhões de pessoas. Veja que se foi dito que 220 milhões se consideravam cristãos, então teríamos 80 milhões de não cristãos. Como pode então ter 144 milhões de pós-cristãos?
A conclusão é que mesmo quando a pessoa de declara cristã, ela não segue os preceitos do cristianismo.

2. Atendimento a alguma igreja

46% dos cristãos frequentam igrejas com 100 membros ou menos. 37% atendem igrejas entre 101 a 499 membros. 9% vão a igrejas com 500 a 999 membros e 8% a igrejas com mais de 1,000 membros.

Talvez no Brasil esta estatística seria bem semelhante, pois a maioria absoluta de nossas igrejas não passa de 100 membros.

3. Como se pratica a fé

Descobriu-se também nesta pesquisa que 55% dos cristãos vão a igreja regularmente e que 45% dos mesmos não frequentam uma igreja. Se colocarmos em números, dos 220 milhões de pessoas que declaram cristãs, quase a metade não frequenta uma igreja.

4. Como os americanos expressam a fé cristã?

75% oram a Deus
35% frequentam uma igreja
34% leem a Bíblia
19% são voluntários a outras organizações
18% são voluntários na igreja
17% vão a Escola Dominical
16% frequentam um grupo familiar

Do número de cristãos americanos, apenas 7% são considerados como evangélicos e apenas 26% concordam que a igreja deve evangelizar.

Como você pode ver por essa pequena amostragem, o cristianismo não é hoje aquilo que sempre foi. Não é mais um movimento de pessoas comprometidas com Deus e seu Reino. Não é mais um movimento missionário. Não é mais um movimento que prega a transformação de vidas e da sociedade.

Assim sendo, o que fazer? Como eu disse acima, isso não é uma tendência, mas um fato. Algumas perguntas devem surgir a partir de estudos como estes:

1. Qual modelo de igreja teremos nos próximos anos?
2. Como envolver os pós-cristãos na tarefa missional?
3. Como preparar futuros pastores(as) para esta nova igreja?
4. Como a igreja tradicional vai sobreviver financeiramente?
5. Qual a necessidade de templos e edifícios caros?

Essas e outras perguntas precisam ser refletidas. Fazer de conta que tudo continuará como antes é inconsequente e nos fará perder tempo precioso enganando-nos a nós mesmos.

Antonio Carlos Barro

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Deixa eu dar um teoria. Muitos podem discordar dela. Eu estava conversando com meu primo esses dias, faz tempo que não conversávamos, estávamos pondo o “papo em dia”. Conversa vai, conversa vem e lembramos de como era nossa cidade (Ibiporã) há uns 12-15 anos: todo final de semana havia uma aglomeração no centro (mal se podia transitar), carros, pessoas se encontrando para conversar (beber também) e deliberar onde iriam, o que fariam após aquele encontro. Eu até apelidei aquele encontro que acontecia de “WhatsApp” da época (inclua também, Instagram, Facebook, etc.). Não havia a facilidade de comunicação que hoje há… Read more »