Recursos para pastores

Sobre questões sociais, evangelismo, missão e outras coisas

Sobre questões sociais, evangelismo, missão e outras coisas

De tempos em tempos o diálogo, ou deveria dizer o embate, sobre a missão da igreja se torna nevrálgico, tenso e por vezes ofensivo. Os proponentes se armam de seus melhores argumentos e entram nesse ringue para ganhar. Poucos estão dispostos a baixarem a guarda, e pelo menos ouvir os argumentos do outro lado, por isso quero falar um pouco sobre questões sociais, evangelismo, missão e outras coisas.

Como resultado desse pugilato, todos absolutamente perdem.

Não tem ganhador nessa batalha.

Afinal para que serve mesmo a igreja? A pergunta é teológica-existencial. Qual é a raison d’être da comunidade? A razão última? Existe para o quê? A coisa que é mais importante. A razão pela qual alguma coisa existe.

O dilema aqui é que as respostas serão dadas passando pelo filtro de cada articulista. Uns dirão: evangelizar. Outros, praticar boas obras. E mais, glorificar a Deus. Alguém dirá: acolher os pobres. Alguém lembrará que é enviar missionários. E assim, cada um vai adicionando seu parecer e este naturalmente é sempre melhor do que o do outro. A verdade do outro perto da minha não se sustenta.

Usando como parâmetro o dizer de Paulo que Cristo é tudo em todos, poderíamos dizer que a igreja é tudo em todos? Estou usando ainda como elemento definidor o texto de Jesus em João 20.21: “Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês”.

Lembre-se que foi Paulo quem disse que Cristo é tudo. Deveríamos perguntar de maneira bem simples: Cristo é tudo o quê?

Quando perguntado sobre quem era o Cristo, Pedro responde: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”

(Mateus 16:16).

Pedro não disse:
• Tu és um evangelista
• Tu és um ativista social
• Tu és um discipulador
• Tu és um missionário
• Tu és um teólogo
• Tu és um professor de Escola Dominical
• Tu és um companheiro dos pobres
• Tu és um pastor.

Pedro disse que ele era de Deus. Nele residia toda a plenitude de Deus. Ele é o verbo e o verbo era Deus.

Se Cristo é Deus, logo ele é tudo. Se ele não é Deus, logo ele não é nada.

Se ele é tudo, o que devemos falar dele? E mais importante ainda: o que devemos fazer em nossas andanças pelo mundo? Ser como ele foi, ou seja: tudo? Escolher algumas coisas que ele foi, ou seja, tirar dele o tudo e colocar o quase-tudo que finalmente redundará em nada?

Quando ele veio ao mundo como o tudo de Deus (nele reside toda a plenitude divina) ele simplesmente era. A uns ele evangelizou. Outros ele ensinou. Alguns ele visitou em suas casas, outros ele nem passou perto. A uns ele libertou, a outro permitiu que morresse degolado. A poucos ele ensinou muito, a muitos ensinou pouco. Multiplicou os pães, ressuscitou os mortos, libertou gente dos demônios, banqueteou com os ladrões, repreendeu os religiosos, deu a César o que era de César, perdoou pecados, ofereceu o Reino, morreu na cruz.

Ele é o tudo de Deus.

Qual é então a razão de ser da igreja? Ser tudo (Cristo) em todos (igreja e mundo). Somente isso.

Abraços
Antonio Carlos Barro
Visite – www.sermao.com.br

Deixe um comentário

avatar