Recursos para pastores

Violência Doméstica

Nos púlpitos pregamos quase sempre os mesmos temas: salvação, louvor, santificação, dízimos, etc.
Todavia, quando olhamos os noticiários os temas são outros: crimes, guerras, roubos, corrupção, violências, etc. Parece que existe um abismo entre a igreja e o mundo, ou um faz-de-conta que está tudo bem com nossos crentes.

Narro abaixo a experiência de uma senhora. História verdadeira e que nos desafia como pastores.

“Meu marido era cruel para mim, e eu não tinha ninguém com quem eu poderia falar a respeito. As senhoras da igreja nunca me permitiriam falar com elas sobre isso. O pastor disse que eu iria para o inferno se eu saísse de casa. Depois da última surra, eu me arrastei até o banheiro e orei e depois de dizer amém eu juntei algumas roupas e fui embora. Uma vez acomodada em uma casa agradável (com duas semanas de aluguel grátis), o pastor apareceu na minha porta e disse estar surpreso que eu havia deixado meu marido e que era preciso voltar. Eu levantei a minha blusa e mostrei-lhe as marcas do cinto deixadas no meu tronco, costas e ombros e lhe disse para dar uma boa olhada e me dizer se eu devia mesmo voltar para ele. Ele balançou a cabeça e eu lhe disse para nunca mais falar comigo de novo. Os primeiros sete anos do casamento foram bons, mas um dia meu marido acordou como uma pessoa totalmente diferente e eu lidei com o abuso por mais sete anos. Eu era mental, fisica, espiritual e sexualmente abusada por ele. Meu próprio marido de quem eu espera me amar me maltratou. Isso precisa ser falado, precisa ser tratado em nossas igrejas” (Dorotéia F.M.).

Fica ai o desafio. Pense ainda sobre abuso infantil de todos os tipos. A igreja deve ser um centro de cura e restauração para as pessoas abusadas dentro dos lares.

ACBarro

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